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08 de junho de 2015
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Concreto

Centrais ambulantes

Equipamentos três em um para concreto ganham espaço e ameaçam abocanhar fatias de mercado atualmente atendidas por betoneiras sobre caminhão

Atualmente, para obter concreto usinado no local da obra não é mais necessário utilizar uma central dosadora de concreto, tampouco estipular um plano logístico complexo. Em alguns casos, também não é preciso sequer fazer o controle da quantidade de água para obter a umidade ideal de areia para o concreto.

Aos benefícios citados também é possível somar um sistema para emissão de relatórios digitais, em tempo real, indicado para afinar a operação e reduzir o desperdício de material ou os custos de manutenção e de máquina parada. Esses são alguns dos predicados das minibetoneiras autopropelidas, uma das tecnologias que mais rapidamente ganham espaço no mercado brasileiro de equipamentos.

Diferentemente das betoneiras sobre caminhão – que basicamente só realizam o transporte, garantindo a homogeneidade do concreto até o local de aplicação na obra – as minibetoneiras autopropelidas se apresentam como verdadeiras centrais ambulantes para misturar concreto. No Brasil, que já conta com diferentes opções de modelos, as máquinas geralmente oferecem sistema eletrônico de pesagem dos agregados (areia, brita, aditivo e água), com impressora de registro ou mesmo software para emitir relatórios em tempo real ou ao final das operações. E isso também tem feito diferença no mercado.

Equipamentos três em um, as minibetoneiras autopropelidas englobam todas as etapas da produção do material, desde o carregamento na central até o transporte ao ponto de descarga, mantendo-o sempre em movimento. “Essas máquinas são mais compactas, autocarregáveis e versáteis do que as betoneiras sobre caminhão”, corrobora Marco Carmacio, diretor da Ausa. “Para produzir concreto, elas precisam apenas que os agregados estejam próximos aos equipamentos e, por isso, são diferentes das betoneiras sobre caminhão, que necessitam da operação conjunta de uma central de concreto para alimentá-las com os componentes da mistura.”

Para Alberto Moreira, diretor geral da Machbert – que distribui as minibetoneiras autopropelidas da marca italiana Dieci no Brasil – o fato de preparar o concreto dentro do canteiro faz com que esse tipo de equipamento seja bastante utilizado não só em construções onde não haja central de concreto próxima, como também em locais de difícil acesso para caminhões-betoneira convencionais, obras em terrenos acidentados ou mesmo locais em que o concreto usinado é vendido a custo elevado. “Num país onde a infraestrutura é precária, o potencial de uso das minibetoneiras autopropelidas é elevado”, avalia o especialista. “Já em países mais desenvolvidos, seu uso tende a ser menor.”