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18 de abril de 2016
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Lançamento

Caterpillar nacionaliza retroescavadeiras

Fabricante passa a produzir em Campo Largo (PR) dois modelos da nova Série F2, que trazem mudanças estruturais para melhorar o desempenho e facilitar a manutenção
Por Marcelo Januário (Editor)

Com um investimento de 7 milhões de dólares, a Caterpillar incorporou dois novos modelos de retroescavadeiras à sua linha manufatureira em Campo Largo (PR). Versão nacional dos projetos desenvolvidos pela empresa há cerca de dois anos na fábrica de Leicester, na Inglaterra, a Série F2 inclui o modelo de entrada 416F2 e o mais robusto 420F2, ambos com significativas modificações em relação à linha anterior da Série E.

Segundo a fabricante, as alterações permitiram obter ganhos de 10% na capacidade de levantamento, de 13% na força de desagregação e de 17 cm na altura máxima de despejo. Para isso, o projeto das máquinas traz novo desenho no braço, que deixa de ter formato trapezoidal e passa a ser em paralelo, bem como conversor de torque aprimorado e estrutura mais robusta na parte traseira do chassi, com aumento da espessura das chapas de conexão, que foi elevada de 25 para 30 mm. “Além disso, os pinos da estrutura de giro ganharam diâmetro maior, passando de 65 para 75 mm”, detalha Rodrigo Cera, especialista de produto da Caterpillar. “Os pinos também passam a girar sobre buchas metálicas, minimizando o desgaste de componentes estruturais do chassi.”

NOVIDADES

Equipados com motores Cat 3054C Turboalimentado Tier II, os novos modelos têm potência bruta de 93 hp (na 416F2) e 101 hp (na 420F2). O trem de força, diz Cera, chega 14% mais forte do que a série anterior, sendo que o modelo 420F2 incorpora transmissão automática patenteada de seis velocidades, o que – segundo ele – possibilita uma “relação de troca mais próxima, com ganho mais rápido de velocidade”.

No consumo, que representa o maior custo operacional do equipamento, a série traz por padrão o recurso EcoMode (modo econômico), que ajusta a rotação e eleva o fluxo de fluído hidráulico de 72 para 85 cm3/s. “Isso permite 14% a menos de consumo de combustível para praticamente a mesma produção em operações de carregamento e de 18% em escavação”, sublinha Cera. Na parte hidráulica, aliás, o sistema possui sensor de carga que utiliza uma bomba de pistão de fluxo variável, enquanto as mangueiras XT-3 foram reposicionadas e ganharam maior robustez, resultando em uma disposição mais organizada e protegida.

Os conectores, por sua vez, trazem um conceito mais seguro, mas não são intercambiáveis com a série anterior. “Antes, se o sistema estivesse pressurizado, não era possível acoplar, mas o novo modelo de encaixar e girar permite a conexão da ferramenta mesmo sob a pressão do sistema”, detalha. Como opcional, ambos os modelos podem ser equipados com linha hidráulica auxiliar, incluindo válvula de carregamento de três funções e válvula de escavação de seis funções. “E todas as linhas auxiliares agora trazem este conceito de conexão, reforçados por proteções contra contaminação.”