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11 de maio de 2015
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Recicladoras

Capeamento sustentável

Apostando no incremento de recicladoras e estabilizadoras de solo e asfalto, fabricantes antecipam lançamentos que serão expostos pela primeira vez na M&T Expo
Por Camila Waddington

Durante a M&T Expo 2015, a Wirtgen e a Bomag apresentarão em primeira mão seus novos modelos de recicladoras e estabilizadoras de solo e asfalto. Privilegiando suas origens, ambas as empresas apostam em tecnologias alemãs, destacando duas máquinas cada. A diferença é que uma delas exibirá uma máquina média e uma compacta, de olho nos mercados de pavimentação tradicional e no spot. Já a outra vem com uma máquina média e uma de grande porte, antecipando tendências europeias e norte-americanas – onde já é realidade há alguns anos – de utilizar esse tipo de equipamento em obras rodoviárias mais largas.

No Brasil, as recicladoras de solo e estabilizadoras de asfalto (o nome composto indica que as máquinas realizam as duas funções) começaram a se popularizar na última década, apesar de haver relatos de utilização anterior, nas décadas de 1980 e 1990. “Atualmente, estimamos que sejam vendidas cerca de 70 unidades ao ano”, pontua Juliano Gewehr, especialista de produtos da Ciber, empresa brasileira do Grupo Wirtgen.

Para a Bomag, que absorveu o legado das máquinas da Terex Roadbuilding, o Brasil vem se conscientizando sobre a importância da reciclagem asfáltica, mas ainda está muito distante da Europa e da América do Norte, onde há obras e equipamentos em números muito mais expressivos. “Mas a população de máquinas no Brasil cresce a cada ano e a Bomag participa ativamente desse avanço”, diz Ivan Reginatto, gerente de marketing da empresa.

Segundo ele, as projeções promissoras são embasadas em aspectos econômicos e ambientais, pois além de reduzir custos nas obras os equipamentos atenuam o impacto ambiental causado por sua operação. “Os processos de reciclagem de asfalto, por exemplo, reutilizam produtos que antes eram descartados, tornando-os economicamente viáveis para recuperar trechos rodoviários ou para construir novas estradas”, diz o especialista.

CICLO INFINITO

Reginatto destaca que o ciclo infinito de vida útil do asfalto é o aspecto ambiental mais relevante, dada a possibilidade de se extrair um material já desgastado e devolvê-lo de forma rejuvenescida às pistas. “Essa técnica também minimiza a necessidade de se explorar pedreiras ou executar aterros de bota-fora, o que é uma solução excepcional para o problema de disposição final dos materiais em locais inadequados, principalmente ao longo do corpo de estradas”, afirma.