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07 de julho de 2017
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A Era das Máquinas

Caminhões crescem sem parar

Por Norwil Veloso

Em certo momento da história, o crescimento dos caminhões rígidos parecia um fenômeno irreversível, até que praticamente desapareceram da indústria da construção, sendo substituídos pelos articulados. Como sempre, há um motivo racional para isso, no caso, a concorrência de mercado.

Após o final da Segunda Guerra Mundial, os fabricantes de equipamentos de combate passaram a utilizar seu conhecimento e experiência na fabricação de equipamentos pesados para trabalho em terrenos difíceis.

Dentre outros, esse grupo compreendia fabricantes como Kenworth, Oshkosh e Autocar (nos Estados Unidos), Kaelble, Krupp e Faun (na Alemanha), Hino e Komatsu (no Japão), Scammel e Foden (na Inglaterra), LRS (na França) e Tatra (na então Checoslováquia). Essa concorrência pesada deu início a uma corrida para fabricação de veículos cada vez maiores. Em 1951, a Euclid ocupava o primeiro lugar com o R-45, de 45 ton. Em 1953, a Dart lançou um estranho veículo de 65 ton, cuja capacidade logo passou para 75 ton. Com três eixos, todos com rodagem dupla, o caminhão também trazia um inovador sistema de direção.

Embora se começasse a pensar em veículos articulados, os caminhões rígidos não haviam sido postos de lado. Inicialmente, esses veículos eram caminhões rodoviários com um projeto extremamente reforçado. Isso podia ser observado claramente no Berliet T-100, de 1958, o maior caminhão do mundo na época, com peso total de 115 ton distribuído por 10 rodas, motor V-12 de 720 hp, tração em todos os eixos e transmissão de 8 velocidades. Mas isso tinha um limite.

Após deixar a Dart em 1956 e passar a integrar a LeTourneau-Westinghouse, Ralph H. Kress criou um conceito totalmente novo para o projeto de caminhões basculantes fora de estrada. O primeiro veículo de uma série que se tornaria famosa no mundo inteiro, a linha Haulpak, possuía chassi em V, cabina elevada e deslocada para um dos lados, distância entre eixos mais curta e suspensão hidropneumática Hydrair, que utilizava cilindros de gás sob pressão. Foram lançados modelos de 20, 24 e 29 ton. Essa linha iniciaria o projeto moderno desses equipamentos.

SUCESSÃO

Durante os anos 60, a Euclid foi um dos mais importantes fabricantes de caminhões fora de estrada, com uma linha que ia do pequeno R-10 até o R-62, com dois motores e 670 hp. A evolução dos motores e pneus permitiu o lançamento do R-45, de dois eixos e um motor, que substituiu o modelo anterior, de três eixos e dois motores, mantendo a capacidade.