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05 de agosto de 2011
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Britagem

Britagem sustentável exige tecnologia

Substituição do material de desgaste no momento ideal garante a produtividade da operação e a qualidade dos agregados, enquanto sistemas de aspersão de pó controlam a emissão de particulados

Os agregados minerais para construção civil representaram cerca de 18% de toda a produção mineral entre 2001 e 2007 no Brasil. Em volume, o percentual significa 279 milhões de toneladas de material britado em pedreiras e canteiros de obras no período analisado. Os dados são do estudo “Agregados para Construção Civil”, produzido pelo Sindibrita. Por trás desse volume impressionante estão os britadores, equipamentos expostos a trabalhos em carga horária elevada, sem possibilidade de perder nem a produtividade nem a qualidade do material produzido. Mas mesmo sendo quase incansáveis, eles precisam de uma rotina de manutenção, indicada pelos fabricantes com especificações rígidas.

O principal dilema em relação aos britadores é o momento ideal de troca das peças da câmara de britagem, ou seja, dos materiais de desgaste. Se for prematura, teremos desperdício de peças e, consequentemente, redução do lucro da pedreira. Por outro lado, se a troca for tardia, a ação resultará em perda de produtividade, acompanhada por manutenções mais caras. “Desgastar o revestimento até o ponto de ele ser furado, por exemplo, pode danificar o britador de tal forma que ele necessitará de uma reforma, o que incluirá a substituição das peças de maior valor”, explica Tiago Carvalho, da Sandvik Mining and Construction. “Adicionalmente, esse erro implica maior tempo de máquina parada”.

Para identificar o momento certo de troca, Washington Luiz, gerente de suporte do produto da Metso Minerals, explica que três variáveis devem ser observadas. A primeira delas é a queda da produtividade horária. “Ela varia ao longo da vida útil da câmara de britagem, reduzindo-se à medida que as peças vão se desgastando”, diz. “Portanto, a partir de um certo momento, é mais vantajoso trocar as peças e otimizar a produção”, complementa o especialista.

A segunda variável é a regulagem do britador: realizada de tempos em tempos conforme o desgaste da câmara de britagem, ela igualmente indica o momento de troca dos materiais. “Os equipamentos têm limites físicos, e quando o desgaste chega a determinado nível não é possível obter o ajuste requerido para a produtividade do britador. Novamente, temos uma indicação do momento de troca”, diz Luiz.

A terceira variável que estipula o fim da vida útil dos elementos de desgaste é o aproveitamento em peso. Ou seja, eles ainda são úteis enquanto pesam até 50% do valor original. “Tal deterioração acontece porque os perfis das peças de desgaste são projetados para equilibrar, da melhor maneira possível, diversos fatores”, explica o executivo da Metso. “Entre eles podemos destacar a abertura da boca de alimentação, a produtividade requerida, os esforços sobre os componentes, o curso de compensação do desgaste e a abertura de saída do britador”, completa. Luiz salienta que o equilíbrio entre esses requisitos é que proporciona um desgaste uniforme do material até o fim da sua vida útil.