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09 de junho de 2016
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Empresa

Banco de fábrica é a nova aposta da Komatsu

Instituição financeira própria visa a auxiliar no escoamento da produção com a disponibilização de soluções financeiras nas áreas de construção, mineração e florestal
Por Marcelo Januário (Editor)

Após quatro anos de estudos, a Komatsu finalmente lançou seu projeto de financiamento de equipamentos pesados no Brasil. No final de abril, após um aporte inicial de 100 milhões de reais, a fabricante japonesa inaugurou o Banco Komatsu do Brasil, que já atua na oferta de soluções financeiras aos clientes da marca nos setores de construção, mineração e florestal, incluindo financiamento de máquinas, peças e serviços. “Sem um braço financeiro, ficaríamos em inferioridade com relação aos nossos competidores”, comenta Susumu Ueno, presidente da Komatsu Brasil. “Da mesma forma, estou convicto que um novo banco poderá ajudar nossos clientes a adquirir máquinas, em um momento que os principais bancos comerciais diminuem o crédito para esta finalidade.”

Instalado junto aos escritórios da empresa em São Paulo, o banco de fábrica pode constituir um diferencial importante no atual contexto de retração nos investimentos. Segundo o Banco de Compensações Internacionais, o sistema financeiro mundial fechou a torneira para o Brasil já no fim de 2015, provocando um recuo de US$ 16 bilhões de dólares em operações no país desde então. “O banco vem completar o ciclo de um modelo de negócio, sendo essencial para facilitar esse processo de vendas, até porque os bancos comerciais se retraíram demais, em função do momento econômico difícil e da alta inadimplência”, atesta Carlos Ribeiro, presidente do Banco Komatsu do Brasil. “Vamos complementar os nichos, por exemplo, onde o BNDES particularmente foi muito forte nos últimos anos.”

O executivo refere-se aos investimentos públicos em infraestrutura pesada, que criaram otimismo no que ele chama de “anos bons”, além de o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) ter sido muito competitivo, de certa forma subsidiando os investimentos nesta área. “Com o término deste programa [após sete anos de operação], tivemos a ‘pá de cal’ na indústria de máquinas pesadas”, afirma. “E o Banco Komatsu vem suprir essa lacuna que o BNDES deixou. Por isso, com certeza vai ser útil.”

DECISÃO

Como a aposta é alta, a decisão não veio de uma hora para outra, ainda mais levando em conta os desafios que o setor tem pela frente. “A decisão [de abrir o banco] foi maturada durante vários anos, mas uma vez decidido, o projeto veio para ficar por muito tempo”, garante Ribeiro.

Com a queda acentuada na demanda, no


Após quatro anos de estudos, a Komatsu finalmente lançou seu projeto de financiamento de equipamentos pesados no Brasil. No final de abril, após um aporte inicial de 100 milhões de reais, a fabricante japonesa inaugurou o Banco Komatsu do Brasil, que já atua na oferta de soluções financeiras aos clientes da marca nos setores de construção, mineração e florestal, incluindo financiamento de máquinas, peças e serviços. “Sem um braço financeiro, ficaríamos em inferioridade com relação aos nossos competidores”, comenta Susumu Ueno, presidente da Komatsu Brasil. “Da mesma forma, estou convicto que um novo banco poderá ajudar nossos clientes a adquirir máquinas, em um momento que os principais bancos comerciais diminuem o crédito para esta finalidade.”

Instalado junto aos escritórios da empresa em São Paulo, o banco de fábrica pode constituir um diferencial importante no atual contexto de retração nos investimentos. Segundo o Banco de Compensações Internacionais, o sistema financeiro mundial fechou a torneira para o Brasil já no fim de 2015, provocando um recuo de US$ 16 bilhões de dólares em operações no país desde então. “O banco vem completar o ciclo de um modelo de negócio, sendo essencial para facilitar esse processo de vendas, até porque os bancos comerciais se retraíram demais, em função do momento econômico difícil e da alta inadimplência”, atesta Carlos Ribeiro, presidente do Banco Komatsu do Brasil. “Vamos complementar os nichos, por exemplo, onde o BNDES particularmente foi muito forte nos últimos anos.”

O executivo refere-se aos investimentos públicos em infraestrutura pesada, que criaram otimismo no que ele chama de “anos bons”, além de o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) ter sido muito competitivo, de certa forma subsidiando os investimentos nesta área. “Com o término deste programa [após sete anos de operação], tivemos a ‘pá de cal’ na indústria de máquinas pesadas”, afirma. “E o Banco Komatsu vem suprir essa lacuna que o BNDES deixou. Por isso, com certeza vai ser útil.”

DECISÃO

Como a aposta é alta, a decisão não veio de uma hora para outra, ainda mais levando em conta os desafios que o setor tem pela frente. “A decisão [de abrir o banco] foi maturada durante vários anos, mas uma vez decidido, o projeto veio para ficar por muito tempo”, garante Ribeiro.

Com a queda acentuada na demanda, no entanto, o foco inicial mudou. “Quando a empresa concebeu o banco, há quase quatro anos, a expectativa era muito alta, até porque a indústria estava indo bem, existia uma euforia com o futuro do país naquele momento”, destaca Ribeiro. “Hoje, isso não existe mais, caímos literalmente na real, pois estamos convivendo com a pior crise da indústria de equipamentos pesados no Brasil dos últimos quarenta anos. A situação é bastante dramática.”

Neste contexto, a expectativa é de que o banco – por meio da oferta de condições mais vantajosas do que a média do mercado – auxilie no escoamento da produção da fabricante, que há mais de 40 anos possui uma fábrica em Suzano (SP) e fornece equipamentos paras clientes importantes como Vale, Anglo, CSN, Suzano, Klabin e Trombini, dentre outros. “Trabalhamos com toda a linha, sejam equipamentos nacionais ou importados, e temos condições de financiamento tanto com moeda local como estrangeira”, comenta o presidente do banco. “Mesmo se o equipamento for importado de nossas operações no Japão, na Europa ou nos EUA, temos como oferecer condições de financiamento, da forma que for mais conveniente aos clientes, que são exportadores também e têm o hedge natural do negócio, podendo se beneficiar de um financiamento em moeda estrangeira.”

Segundo o executivo, o banco oferece financiamentos por meio da modalidade CDC (Crédito Direto ao Consumidor), leasing e Finame, com prazos de até 60 meses, e taxas a partir de 1.2% a.m., para prazos de até 24 meses. “Também temos o Programa de Seguros Komatsu, em parceria com a Yasuda Seguradora, que oferece cobertura especializada para equipamentos, na modalidade de Riscos Diversos, bem como o seguro Prestamista, que visa cobrir o saldo devedor do contrato de financiamento, no caso de morte do segurado”, conclui Ribeiro.