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09 de outubro de 2014
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Soluções para Concreto

Avanço sustentado

Em um ano de incertezas, fabricantes de equipamentos para concreto nadam na contracorrente ao obterem resultados expressivos e introduzirem novos produtos

Como é de conhecimento geral, o mercado da construção no país vem registrando índices modestos de crescimento neste ano. Levando-se em conta as projeções do PIB (Produto Interno Bruto), a economia brasileira encolheu 0,6% no 2º trimestre em comparação aos três meses anteriores, enquanto a indústria de construção civil teve um recuo maior, de 2,9%.

Mesmo em um mercado retraído e em ritmo de expectativa, a necessidade de obras de infraestrutura no país tem movimentado – e muito – a indústria de concreto. Segundo pesquisa sobre o mercado nacional do concreto, realizado pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), a produção de concreto dosado em centrais atingirá 72,3 milhões de m³ em 2017, crescendo a uma taxa de 7,1% nos próximos quatro anos. De acordo com a mesma pesquisa, 12% do concreto produzido no país são consumidos somente no nicho de construções urbanas, tanto residencial quanto de infraestrutura.

Neste cenário, algumas empresas que atuam no setor vêm obtendo números até surpreendentes. A RCO, por exemplo, registrou um crescimento de 60% nos negócios no primeiro semestre de 2014, “O aumento no número vem dos equipamentos vendidos e número de clientes que a empresa conseguiu angariar nos últimos anos”, explica Carlos Donizetti de Oliveira, diretor da empresa, que oferece soluções para processos industriais com foco em silos para armazenagem e dosadoras de concreto.

Mas há outros casos. Para Ruben Caetano, diretor comercial da IMB, fabricante de extrusoras de perfis de concreto, o mercado de concreto realmente vem crescendo substancialmente, principalmente em função das obras de urbanização de rodovias e ferrovias. “Isto tem garantido um incremento para nossa empresa em termos de volumes de vendas e de novos clientes também”, diz ele, sem revelar números precisos.

GESTÃO

Com tamanho empuxo, as empresas do setor se apressam em aumentar a oferta de produtos. Como ocorre na RCO, que recentemente apresentou uma central dosadora móvel Nomad, com capacidade para produzir de 30 a 40 m³/h de concreto ou argamassa, e um silo vertical aparafusado, com capacidade para armazenar até 1.000 toneladas.

Mas o produto que talvez seja o mais inovador da empresa na atualidade está na área de instalações. Introduzido há pouco pela RCO, o projeto FIT gerencia o processo de instalação de novas concreteiras e a expansão de plantas em empreiteiras, por exemplo. Segundo a empresa, o projeto chega para preencher uma lacuna no mercado. “Normalmente, as concreteiras levam seis meses para a implantação de uma instalação, mas com o FIT esse tempo é reduzido para apenas 60 dias”, afirma Oliveira.