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27 de março de 2013
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Empresa

Aposta na proximidade

A Auxter encerrou o ano com 10 filiais em São Paulo, mantendo-se como a distribuidora com o maior número de unidades no estado mais rico da federação

Em 2012, malgrado o estancamento do setor, especialmente para as máquinas da Linha Amarela, a distribuidora Auxter Soluções em Máquinas e Equipamentos alcançou vários dos objetivos de crescimento e consolidação estipulados para o ano.

De fato, o faturamento da empresa decresceu em relação a 2011 a empresa obteve R$ 180 milhões, 14% abaixo da expectativa inicial de R$ 210 milhões –, mas o presidente da empresa, Célio Ribeiro, acredita que mesmo assim o balanço foi positivo, pois esse número não inclui o faturamento de uma marca descontinuada de empilhadeiras ou mesmo da nova parceria com a Mitsubishi Forklift Trucks.

Fechado recentemente, o acordo com a fabricante japonesa inclui a distribuição de empilhadeiras, tanto elétricas como de combustão interna. De acordo com o executivo da Auxter, até o final do semestre serão importadas cerca de 370 empilhadeiras, inicialmente de 1,5 a 7 t, sendo que, após os dois primeiros anos, a linha será ampliada para modelos de até 17 t.

“O objetivo dessa parceria é fazer com que a Auxter conquiste um market share de 10% no setor de empilhadeiras nos próximos dois anos”, diz ele.

AVANÇO

Além dos resultados financeiros, como ressalta Ribeiro, o ano passado foi um período de reestruturação para a empresa, no qual foram lançados planos estratégicos como a expansão do número de filiais dentro do estado de São Paulo, o principal mercado consumidor do país. Desde 2002, quando foi fundada, a Auxter já inaugurou 10 filiais em território paulista. “Nesse sentido, nosso principal objetivo é sempre estarmos a menos de 100 quilômetros em relação aos nossos clientes”, diz o executivo.

Segundo ele, em 2011 a empresa possuía seis unidades no estado, situadas na capital e nas cidades de Araçatuba, Sumaré, Campinas, Ribeirão Preto e Osasco. Com o plano de expansão em andamento, só no último ano a Auxter inaugurou mais quatro filiais, localizadas em Taubaté, São José do Rio Preto, Bauru e Praia Grande.

Com isso, a presença da empresa na região quase dobrou em número de municípios em dois anos, o que efetivamente ocorrerá agora em 2013, quando a empresa pretende lançar mais duas filiais. “As nossas lojas estão estrategicamente posicionadas no estado, visando a atender de forma mais rápida e econômica os usuários dos equipamentos, sendo que o


Em 2012, malgrado o estancamento do setor, especialmente para as máquinas da Linha Amarela, a distribuidora Auxter Soluções em Máquinas e Equipamentos alcançou vários dos objetivos de crescimento e consolidação estipulados para o ano.

De fato, o faturamento da empresa decresceu em relação a 2011 a empresa obteve R$ 180 milhões, 14% abaixo da expectativa inicial de R$ 210 milhões –, mas o presidente da empresa, Célio Ribeiro, acredita que mesmo assim o balanço foi positivo, pois esse número não inclui o faturamento de uma marca descontinuada de empilhadeiras ou mesmo da nova parceria com a Mitsubishi Forklift Trucks.

Fechado recentemente, o acordo com a fabricante japonesa inclui a distribuição de empilhadeiras, tanto elétricas como de combustão interna. De acordo com o executivo da Auxter, até o final do semestre serão importadas cerca de 370 empilhadeiras, inicialmente de 1,5 a 7 t, sendo que, após os dois primeiros anos, a linha será ampliada para modelos de até 17 t.

“O objetivo dessa parceria é fazer com que a Auxter conquiste um market share de 10% no setor de empilhadeiras nos próximos dois anos”, diz ele.

AVANÇO

Além dos resultados financeiros, como ressalta Ribeiro, o ano passado foi um período de reestruturação para a empresa, no qual foram lançados planos estratégicos como a expansão do número de filiais dentro do estado de São Paulo, o principal mercado consumidor do país. Desde 2002, quando foi fundada, a Auxter já inaugurou 10 filiais em território paulista. “Nesse sentido, nosso principal objetivo é sempre estarmos a menos de 100 quilômetros em relação aos nossos clientes”, diz o executivo.

Segundo ele, em 2011 a empresa possuía seis unidades no estado, situadas na capital e nas cidades de Araçatuba, Sumaré, Campinas, Ribeirão Preto e Osasco. Com o plano de expansão em andamento, só no último ano a Auxter inaugurou mais quatro filiais, localizadas em Taubaté, São José do Rio Preto, Bauru e Praia Grande.

Com isso, a presença da empresa na região quase dobrou em número de municípios em dois anos, o que efetivamente ocorrerá agora em 2013, quando a empresa pretende lançar mais duas filiais. “As nossas lojas estão estrategicamente posicionadas no estado, visando a atender de forma mais rápida e econômica os usuários dos equipamentos, sendo que o grande diferencial da empresa continua sendo o atendimento pós-venda”, diz Ribeiro.

Mas não foi apenas em relação à estrutura que a empresa avançou no último ano. O market share de seu principal produto – as retroescavadeiras – chegou a 29% no período. Para a escavadeira de 20 toneladas, outro produto forte de seu portfólio, a participação de mercado subiu a 16%, segundo revela o presidente da empresa.

Já em relação ao volume de vendas, a Auxter conseguiu superar seus próprios números. As vendas de manipuladores telescópicos, por exemplo, tiveram alta de 38%, enquanto os equipamentos compactos, como minicarregadeiras e miniescavadeiras, subiram 25%. No total, diz Ribeiro, foram comercializados 406 equipamentos em 2012. Atualmente, além do novo acordo de representação com a Mitsubishi, a empresa fornece equipamentos das marcas JCB, Ixon, Sennebogen, Carmix, MB e outras, mantendo ainda uma parceria com a empresa italiana Simex.

CARRO-CHEFE

Em termos de mercado, a Auxter exibe a posição de principal representante da britânica JCB no Brasil. Os principais produtos da marca fabricados no país são as retroescavadeiras da linha 3C, as escavadeiras hidráulicas JS200 e JS160, os manipuladores telescópicos 535-125 e 540-170 e a minirretroescavadeira 1 CX, além da superretroescavadeira 4CX de 9 toneladas, cuja linha de montagem iniciou operações há pouco mais de um ano no município de Sorocaba (SP). Segundo Ribeiro, a minirretroescavadeira 1 CX mantém-se como um dos grandes destaques da JCB, mas o portfólio deve continuar a crescer. “Para 2013, daremos início à fabricação do rolo compactador e, em seguida, lançaremos uma linha de pá carregadeira”, revela.

Como antecipa o executivo da Auxter, a JCB planeja produzir futuramente oito novos modelos nacionais, como o manipulador Loadall 540 170 4x4x4. Enquanto isso, a retroescavadeira 4CX e a miniretroescavadeira 1CX já têm suas linhas brasileiras de produção garantidas em 2013.

A nova fábrica da marca britânica, diz Ribeiro, conta com recursos modernos nas linhas de montagem e logística. Para ele, a simples presença de uma unidade desta proporção mostra a importância do mercado brasileiro, assim como o latino-americano, no panorama econômico mundial. Outro aspecto importante é a condição de “local”. “Ao produzir máquinas nacionais, não precisamos nos preocupar com a estabilidade da moeda, além de contarmos com a linha de crédito do BNDES, o que nos torna mais competitivos em relação aos players que não possuem fábrica no Brasil”, avalia o executivo.

MERCADO

Para a Auxter, este ano tende a ser melhor do que 2012, especialmente por conta das obras de infraestrutura, que devem ganhar maior ritmo no decorrer do exercício. Para o executivo, o Brasil continua capaz de realizar os projetos anunciados, bastando estimular um maior envolvimento da iniciativa privada nos programas e concessões. “Já temos obras estratégicas para contribuir com o desenvolvimento do país”, afirma Ribeiro. “O que realmente falta é o empenho dos governantes em realizar mais e melhores parcerias público-privadas.”

Sobre os incentivos do governo com ações como o Programa de Sustentação do Investimento (PSI/Finame), linha de crédito subsidiada pelo BNDES para financiar a compra de máquinas e equipamentos, Ribeiro comenta que no segmento de máquinas pesadas não faz muito sentido subsidiar a taxa de juro, pois neste setor não se compra o equipamento porque está barato ou tem redução de juros, mas sim pela necessidade concreta de aplicação. “Para mim, o correto seria uma taxa de juros mais real, sem precisar subsidiar”, diz Ribeiro. “Acredito que uma taxa na ordem de 7,5% ao ano seria o ideal, pois o que precisamos mesmo é ter onde utilizar as máquinas.”