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06 de fevereiro de 2013
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Dragagem

A tecnologia mais adequada para cada tipo de projeto

Fabricantes e usuários avaliam o mercado brasileiro de dragagem e apresentam opções de equipamentos, sugerindo o tipo mais indicado para cada operação

De 2008 a 2012, a frota brasileira de dragas cresceu muito pouco: apenas cinco novos equipamentos foram incorporados no período. A informação é da IHC, empresa holandesa que produz e comercializa esse tipo de equipamento também no Brasil. O motivo, de acordo com o engenheiro Jayme Herchenhorn, diretor da empresa, tem sido a “alta incidência de impostos e custos sobre a importação, chegando a atingir 45% do valor final do produto”. Segundo ele, somente o imposto de importação para esse tipo de equipamento é de 14%, o que tem levado os empreiteiros especializados a fretar esses equipamentos no exterior ou mesmo importá-los temporariamente.

Com isso, a frota nacional de dragas tem hoje, em média, 35 anos de uso, fazendo com que muitos dos serviços que dependem desse equipamento sejam executados de maneira ineficiente, em comparação com o acelerado desenvolvimento mundial do setor.

O baixo crescimento da frota brasileira de dragas, como explica João Acácio Oliveira Neto, da DTA Engenharia, também se deve ao próprio perfil do serviço. Afinal, as dragas são equipamentos itinerantes, que se deslocam de um país para o outro em razão da demanda. “Como o planejamento de dragagem dos portos brasileiros deve ser alterado no bojo do pacote portuário, essa indefinição gera incertezas para as empresas mundiais especializadas em dragagem, fazendo com que elas busquem preferencialmente negócios no exterior”, complementa.

Sucção e Recalque

Diante desse cenário, a M&T foi a campo para entender quais são as opções de dragas disponíveis no mercado e a qual tipo de serviço cada uma se aplica. “No Brasil, a IHC já comercializou dragas de sucção e recalque e do tipo Hopper, que operam em todos os pontos do país em portos, rios, lagoas e canais”, diz Jayme Herchenhorn, complementando que, atualmente, as dragas de sucção e recalque da marca estão em operação em projetos do Rio de Janeiro, Recife, Santos, Navegantes, Rio Grande do Sul, Paranaguá, Carajás e Altamira, entre outras cidades brasileiras.

De acordo com Walter Herchenhorn, também diretor da IHC no Brasil, as dragas de sucção e recalque são as mais utilizadas atualmente. São equipamentos dotados de cortadores capazes de, para facilitar a sucção, desagregar material no fundo do corpo aquático a ser dragado. “Atualmente, disponibilizamos vários modelos dessas dragas que são totalmente desmontáveis, o que facilita o seu transporte rodoviário até a frente de trabalho”, diz ele.