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30 de abril de 2010
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Tomada de força

A potência do motor a serviço da operação

A tecnologia adotada na tomada de força do caminhão se relaciona ao tipo de implemento usado sobre o chassi e ao seu regime de operação, como uma caçamba basculante, uma betoneira ou outras aplicações

Na hora de dimensionar a frota de máquinas mobilizada na obra, um cuidado deve ser observado pelos profissionais do setor se o equipamento em questão operar sobre chassi de caminhão: a tomada de força. Como a função desse componente é extrair parte da potência do motor para acionar o implemento, suas características e especificações são fundamentais para a eficiência do serviço, uma vez que ele pode ser empregado em inúmeras aplicações possíveis, como a instalação de uma betoneira, de uma caçamba basculante ou de um guindaste, entre outras.

Nesses casos, cabe ao usuário conhecer a aplicação à qual irá se destinar o veículo e as peculiaridades na operação daquele implemento específico, para então definir junto à montadora o melhor tipo de tomada de força a ser adotado. Segundo Deonir Gasperin, engenheiro de vendas da Volvo, a escolha da tomada independe da tração adotada no caminhão – 6x2, 6x4, 8x4 ou outras. “Ela é determinada pelo implemento utilizado, o que obviamente remete ao tipo de tração, mas isso não exerce uma influência direta sobre a definição”, diz ele.

Gasperin explica que a escolha da tomada de força pode contemplar um dos três tipos mais usados pelas montadoras no Brasil: as acopladas à embreagem, as que ficam entre a embreagem e o motor e as ligadas diretamente ao motor. “Em geral, o primeiro tipo depende da seleção do split, ou seja, do divisor de marchas, e é indicado para aplicações em que o implemento é acionado somente quando o veículo está parado.”

Se o acoplamento for feito na embreagem, os caminhões da Scania permitem dois tipos de tomadas de força, sendo uma ligada por cardan e outra com acoplamento direto na bomba hidráulica. Alex Begatti Neri, engenheiro de vendas da montadora, explica que esta última tem um acoplamento em formato estriado para a realização do encaixe e é mais indicada para uso em mineração e construção. “Um exemplo clássico da sua aplicação é o acionamento de caçamba basculante, que só ocorre com o equipamento parado”, ele explica.

Operações contínuas

Célio Antunes dos Santos, supervisor de vendas da Takarada, compartilha da mesma opinião e classifica esse tipo de tomada de força entre as de aplicação mais simples. Isso porque o sistema não precisa dividir a potência do motor com outras funções, como a aceleração do veículo, por exemplo.

O mesmo não se aplica quando o implemento precisa ser acionado com o caminhão se deslocando, como ocorre com a rotação do balão da betoneira, por exemplo. Entre as variadas formas de tomar força para essas aplicações, Gasperin, da Volvo, destaca o acoplamento ao trem de engrenagem. “Para fazer o sincronismo entre as partes baixa e a alta dos motores, alguns modelos usam corrente e outras engrenagens, sendo que nos motores a diesel geralmente é mais comum esse último tipo.” Ele explica que, dessa forma, o sistema subtrai parte da potência diretamente desse trem de engrenagem para acionar implementos que operam em regime contínuo.