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08 de março de 2018
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Manutenção

A ciência do conforto

Princípios ergonômicos têm grande importância no ambiente de trabalho, ao evitar danos físicos e psicológicos ao trabalhador e garantir um desempenho de alto nível

No decorrer da história da civilização industrial, os projetos de ambientes, objetos e postos de trabalho vêm sofrendo uma evolução constante, graças ao surgimento de novas ferramentas e sistemas e à crescente valorização da sustentabilidade e do bem-estar do ser humano.

Na atividade profissional, essa valorização conduziu a uma abordagem mais científica, denominada ergonomia. Esse termo foi utilizado pela primeira vez em 1857 pelo cientista e biólogo polonês Wojciech Jastrzebowski (1799–1882), no trabalho “Ensaio de ergonomia ou ciência do trabalho, baseada nas leis objetivas da ciência da natureza”. A expressão origina-se dos termos grego “ergon”, que significa “trabalho”, e “nomos”, que significa “regras ou normas”.

CONCEITOS

Atualmente, diversos conceitos são utilizados em ergonomia, tendo à frente a “antropometria”, a ciência que estuda as dimensões do corpo humano e a amplitude de seus movimentos. Este ramo da antropologia utiliza faixas de variação dos aspectos genéticos e biológicos do ser humano para compará-los entre si, de modo a englobar até 95% da população mundial.

Outro termo bastante disseminado diz respeito aos chamados “DORT” (Distúrbios Osteomoleculares Relacionados ao Trabalho), que são os desequilíbrios funcionais e/ou orgânicos causados pela fadiga neuromuscular oriunda do trabalho realizado em uma posição fixa (estática) ou de movimentos repetitivos. Os sintomas são semelhantes aos da LER (Lesão por Esforços Repetitivos), mas a origem é comprovadamente profissional. A LER, por sua vez, é causada por atividades (profissionais ou não) nas quais os movimentos repetitivos em alta frequência e em posição ergonômica incorreta podem causar lesões nos tendões, músculos e ligamentos. Os sintomas são dor, formigamento, dormência etc.

Há ainda outras definições, como a “postura” (a atitude assumida pelo indivíduo na execução de uma atividade, sendo que a postura correta utiliza a menor quantidade de esforço muscular e protege as estruturas de suporte contra traumas), o “estresse” (uma combinação de cansaço físico e mental, de reação do indivíduo a uma adaptação, causando um conjunto de sintomas físicos, psicológicos e comportamentais), o trabalho dinâmico (que permite contração e relaxamento alternado dos músculos, como caminhar ou girar um volante) e o trabalho estático (que exige contração contínua de alguns músculos para manter uma determinada posição, por exemplo, em pé). Nesse último caso, trata-se de trabalho altamente fatigante, que deve ser evitado sempre que possível. Quando não puder ser evitado, devem-se possibilitar mudanças periódicas de postura e oferecer pausas periódicas (curtas e frequentes) para permitir o relaxamento dos músculos e o alívio da fadiga.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral