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11 de novembro de 2015
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Manutenção

A base da segurança em içamentos

Inspeções de cabos de aço, ganchos, polias e roldanas são fundamentais para garantir uma operação mais segura e produtiva de equipamentos para içamento de cargas

De modo geral, a manutenção regular e bem-feita assegura a longa duração de qualquer máquina ou equipamento. Com os elementos de içamento de carga em guindastes sobre esteiras, em especial cabos de aço, ganchos e dispositivos de amarração, isso não é diferente. Afinal, são materiais de desgaste com uma vida útil limitada. Como se sabe, muitas de suas características estruturais são alteradas durante o tempo de trabalho, o que pode levar à ruptura, colocando em risco a vida dos operadores e gerando prejuízos financeiros com a queda da produtividade. Mas as inspeções e manutenções adequadas reduzem significativamente esses problemas.

Normalmente, os cabos de aço e as amarrações estão sujeitos a danos por contato com agentes externos ou manuseio inadequado. Os ganchos, por sua vez, podem se desgastar por causa do atrito, além de sofrerem danos nas travas de segurança e roldanas devido à utilização inadequada. Como são componentes de alto valor agregado, é de fundamental importância a sua manutenção preventiva periódica, garantindo que funcionem adequadamente, operando com máxima eficiência e a custos operacionais apropriados.

No entanto, não é raro que esses elementos se danifiquem prematuramente pela simples falta de manutenção. Além do custo adicional para o reparo – sempre é mais viável economicamente prevenir do que reparar –, isso reduz a disponibilidade do item, que deverá ficar parado até que o conserto seja realizado.

CRITÉRIOS

Como regra geral, é preciso consultar e seguir à risca os manuais do fabricante, que indicam os pontos essenciais a observar. Nesse sentido, o primeiro passo recomendável é que os serviços de manutenção sejam executados somente por pessoal especializado. Além disso, os operadores e/ou encarregados também devem conhecer as instruções contidas nos manuais, principalmente os pontos referentes à segurança, antes de iniciar qualquer operação com o guindaste.

Isso inclui critérios de inspeção de estruturas, cabos de aço, ganchos e todos os demais elementos característicos do equipamento. Na maioria dos casos, essa análise pode ser visual, mas às vezes há a necessidade de ensaios não destrutivos como, por exemplo, procedimentos com partículas magnéticas, líquidos penetrantes e até mesmo raios-X. Certos pontos devem ser aferidos com o equipamento montado, como a folga da coroa de giro, por exemplo. Já as inspeções de estruturas, em geral, podem ser realizadas com a máquina desmontada.