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06 de dezembro de 2019
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Cenário

Um horizonte de obras

Na órbita da infraestrutura, 154 projetos de diferentes áreas já foram leiloados, aumentando as expectativas de um ritmo maior na demanda de equipamentos
Por Santelmo Camilo

Pelas expectativas positivas refletidas nas páginas anteriores do Estudo de Mercado da Sobratema, o ano de 2019 parece mesmo ter sido o marco da virada para as empresas do setor de infraestrutura, inclusive na área de equipamentos. Afinal, a escassez de trabalho cessou e a atividade começou a ser retomada, mesmo que de maneira lenta, com trabalhos para a iniciativa privada, indústria, imobiliário, construção civil, obras públicas, agronegócio e mineração, ainda sem volumes expressivos de frotas empenhadas num único projeto, mas com máquinas distribuídas por diferentes segmentos.

E, ao que tudo indica, um impulso mais forte está previsto para 2020, quando devem ocorrer aportes de investimentos mais expressivos em infraestrutura, até em razão dos projetos que vêm sendo leiloados no âmbito do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), que vem conduzindo o redesenho dos projetos de infraestrutura no país. Além disso, o programa tem acelerado as desestatizações, como é o caso da Eletrobrás e da Companhia Docas do Espírito Santo.

Expectativa é de que 2019 fique marcado como o ano da virada para o setor

Ao todo, a carteira do programa equivale a R$ 1,3 trilhão em investimentos em 118 projetos nas áreas de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, energia, óleo e gás, comunicações, abastecimento, mineração, defesa e segurança, economia, desenvolvimento regional e parques nacionais. Quando as obras de cada uma dessas áreas começarem a ser realizadas, espera-se que haja intensa demanda na cadeia do aço, de equipamentos, insumos e recursos humanos, ou seja, um aquecimento geral da atividade produtiva na órbita da infraestrutura.

CONCESSÕES

Dos 154 projetos leiloados até o momento, 63 tiveram empresas vencedoras estrangeiras ou em consórcio com empresas brasileiras. Além do Brasil, participam das rodadas países como China, França, Espanha, Portugal, Austrália, Índia, Alemanha, Itália, Noruega, Catar, Suíça, EUA, Reino Unido, Bermudas, Colômbia e Canadá. Os investimentos estimados com esses leilões já efetuados giram em torno de R$ 264,9 bilhões, sendo R$ 194,9 bilhões equivalentes à participação estrangeira (73,6%).